Fiz uma festinha na minha casa. Festinha de Natal é claro.
Vou lhe confessar que pra mim é uma surpresa ter feito isso.
Há quase 16 anos participo de festas de Natal em Salvador, feitas pela família da minha amiga Nil. Mas eu nunca fiz festa de verdade. Minha família sempre encarou
o Natal com muita naturalidade. Não me lembro de ter festa de Natal quando criança.
Me lembro de ganhar roupa nova mas não de ceia essas coisas.
Eu sinceramente acho tudo isso uma baboseira. Mas gosto cada vez mais de reunir os amigos em qualquer época do ano. Gosto de ter uma comidinha gostosa para oferecer, tomar um vinho junto com alguém, jogar conversa fora.
Tudo isso eu adoro. E isso eu fiz hoje.
Talvez algus dos meus amigos tenham sentido muita saudade de Salvador.
Eu não senti nada. Adoro estar onde estou, do jeito que estou.
Ainda mais agora que estou de alma nova. Lá vou eu montar em um novo tobogã
de emoções. Paixão outra vez é uma surpresa boa.
Vou desfrutar dessa coisa gostosa que estou sentindo.
Feliz Natal
Universo particular
Você acaba de entrar no meu universo particular.
Seja bem vindo e saiba aproveitar.
Juntos podemos nos divertir um pouco, se por acaso tivermos alguns gostos em comum. Caso contrário, você pode simplesmente rir da minha coragem e nunca mais entrar pra ver o que eu tô fazendo.
Sejamos felizes, é o que importa.
Seja bem vindo e saiba aproveitar.
Juntos podemos nos divertir um pouco, se por acaso tivermos alguns gostos em comum. Caso contrário, você pode simplesmente rir da minha coragem e nunca mais entrar pra ver o que eu tô fazendo.
Sejamos felizes, é o que importa.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Saudade de casa
Tenho sentido uma enorme saudade de casa. Mas não é da minha casa em Salvador, da minha mãe e da minha família. É saudade de estar em casa. Às vezes que não tenho casa. Passo o dia todo num lugar estranho a mim, com gente nova e estranha a mim e fico ansiando pra voltar pra casa pra abraçar ninguém, beijar ninguém. Eu gosto muito da minha companhia e sinto falta dos momentos em que fico sozinha. Não posso ficar longe de casa, preciso da minha casa. Vou fazer dessas férias um momento pra ficar em minha casa, curtir uma vidinha normal, descansar, dormir, ver filmes, ouvir música, tudo em casa, sozinha ou acompanhada. Não importa, quero minha casa.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Ando meio pra dentro
Ë, tá chegando a hora. Final de ano, hora de balanço, de férias coletivas.
Vou tirar férias e fazer uma viagem pra dentro de mim. Revirar umas gavetas, uns armários; tirar umas roupas velhas, umas coisas empoeiradas. É preciso repensar alguns conceitos; revisitar algumas idéias. Ando mesmo meio pra dentro. Não sou mais a mesma e não é de agora. Espero que essa mudança não choque a todos que me conhecem. Espero que meus amigos me compreendam. Espero que eu me compreenda.
Que essa lágrima que escorre agora do meu olho seja apenas uma emoção de uma mulher cansada dos afazeres diários, da correria, de tudo. Que seja apenas uma catarse. Que não seja um grito de socorro, porque senão não teria a quem recorrer.
Uma pessoa amiga me disse esses dias que eu sou uma mulher muito doce e eu penseï: sou mesmo doce, mas também sou muito dura. Sou um "quebra-quieixo" como diz na minha terra. Rapadura é doce mas não é mole não. Preciso romper essa capa de mulher forte, resistente e chorar um pouco ou até muito. A minha eterna aparência de fragilidade física debilitou o meu caráter a ponto de eu pensar que deveria parecer mais forte. Agora me faltam forças e eu não tenho como provar que estou frágil.
Nessa caminhada para dentro de mim, faço muitas descobertas, mas nenhuma sem lágrimas.
Vou tirar férias e fazer uma viagem pra dentro de mim. Revirar umas gavetas, uns armários; tirar umas roupas velhas, umas coisas empoeiradas. É preciso repensar alguns conceitos; revisitar algumas idéias. Ando mesmo meio pra dentro. Não sou mais a mesma e não é de agora. Espero que essa mudança não choque a todos que me conhecem. Espero que meus amigos me compreendam. Espero que eu me compreenda.
Que essa lágrima que escorre agora do meu olho seja apenas uma emoção de uma mulher cansada dos afazeres diários, da correria, de tudo. Que seja apenas uma catarse. Que não seja um grito de socorro, porque senão não teria a quem recorrer.
Uma pessoa amiga me disse esses dias que eu sou uma mulher muito doce e eu penseï: sou mesmo doce, mas também sou muito dura. Sou um "quebra-quieixo" como diz na minha terra. Rapadura é doce mas não é mole não. Preciso romper essa capa de mulher forte, resistente e chorar um pouco ou até muito. A minha eterna aparência de fragilidade física debilitou o meu caráter a ponto de eu pensar que deveria parecer mais forte. Agora me faltam forças e eu não tenho como provar que estou frágil.
Nessa caminhada para dentro de mim, faço muitas descobertas, mas nenhuma sem lágrimas.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O virtual e o vento
Longe ou perto, qual a diferença? Às vezes estamos tão longe de uma pessoa e ela é a pessoa que está mais perto de nós. É difícil de entender isso porque confiamos na proximidade física. Mas as almas são seres virtuais. Talvez isso explique o fato de termos amigos que nos conhecem virtualmente e melhor que nossos amigos de infância. Quem nos conhce realmente? Eu estou vivendo uma experiência como essa. E fico pensando no vento, do qual falamos ontem. O vento que muda direções é também o vento que traz a chuva, a tempestade, que assanha os cabelos, que traz a sensação de frio, que nos relaxa, que derrete o sorvete. O vento é surpreendente. Acho que vou sentar e esperar o vento dar sua guinadinha. Sempre funcionou, não vai falhar agora. O que não se pode fazer é mergulhar de cabeça em águas desconhecidas com o vento muito forte. Me entende? Eu e minha eterna cautela. Já disse pra essa menina parar de escrúpulos e fazer o que tem vontade. Mas ah menina teimosa. Vamos ver se o vento ajuda.
domingo, 9 de novembro de 2008
A missão
Quem não gosta de cumprir uma missão? A vida é uma missão que nós recebemos e que tentamos dar conta. Às vezes é muito pesada pra carregar. Mas pouco a pouco...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Mês de aniversário
Quase um mês sem escrever. É a correria. Falta tempo pra tudo que tenho que fazer. Mas estou gostando. Adoro novidades.
E esse é o mês de aniversário do meu blog. Estou muito contente por isso. Já que muita gente apostava que não ia durar uma semana. Só não faço mais por falta de tempo mas idéias para colocar no papel não me faltam.
Acabei de ler A menina que roubava livros e amei.
Estou arrumando meu apê e estou na maior empolgação. Curtindo um monte chegar em casa e ver tudo tomando forma. Até o fim do ano estarei do jeito que sempre quis. Vou fazer uma festa de Natal aqui em casa, já que não vou pra Salvador nas férias.
Sabe que estou gostando muito disso. São 17 anos em que vou todo ano para o mesmo lugar. Tô a fim de mudar. Ainda que este lugar seja Salvador. Já conhece de cabo a rabo. Quero inovações, ou até parar num lugar quetinho e curtir a minha vida.
Segundo semestre é a época que brotam as paixõezinhas na minha vida.
Eu tô a fim de curtir cada uma delas.
E esse é o mês de aniversário do meu blog. Estou muito contente por isso. Já que muita gente apostava que não ia durar uma semana. Só não faço mais por falta de tempo mas idéias para colocar no papel não me faltam.
Acabei de ler A menina que roubava livros e amei.
Estou arrumando meu apê e estou na maior empolgação. Curtindo um monte chegar em casa e ver tudo tomando forma. Até o fim do ano estarei do jeito que sempre quis. Vou fazer uma festa de Natal aqui em casa, já que não vou pra Salvador nas férias.
Sabe que estou gostando muito disso. São 17 anos em que vou todo ano para o mesmo lugar. Tô a fim de mudar. Ainda que este lugar seja Salvador. Já conhece de cabo a rabo. Quero inovações, ou até parar num lugar quetinho e curtir a minha vida.
Segundo semestre é a época que brotam as paixõezinhas na minha vida.
Eu tô a fim de curtir cada uma delas.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Mudei o rumo da prosa: eleições
Que coisa mais idiota as eleições, não? Ainda mais aqui em Curitiba que a unanimidade é tão besta. O controverso Nelson Rodrigues diria que "toda unanimidade é burra".
É muito engraçado perceber como o pensamento burguês predomina nesta cidade. É assim: tá bom pra um grupo, então fica do jeito que está, não se pensa em mudar, tem-se medo do diferente. O importante é eleger um engomadinho, cheiroso, que não faça feio representando a cidade, que tenha estudado muito, porque isso garante o status. Não quero dizer que não seja importante ter um líder que represente bem em todos os sentidos o grupo. Mas naão é só isso. É preciso pensar no coletivo e no enfraquecimento do corporativismo.
Não se pensa no coletivo. E pra quem não está bom: os habitantes da periferia, dos bairros violentos, as diaristas, os pedreiros, os motoristas, os professores do estado, as pessoas normais etc.? Não importa, eles que se virem. Eles também não sabem votar... Mas o voto é obrigatório.
Também não se pensa que a política não pode se estagnar nas mãoes dos mesmos grupos, sob o risco do império do corporativismo e da abertura para a corrupção. Nada disso importa. Pequenas vozes como "chega de catracas", "vamos abrir as caixas-pretas", "vamos proteger a natureza", soam ridículas. O importante é Ficar. Que é sinônimo de permanecer, manter, manter a estrutura atual, manter o nepotismo - apesar de ser crime - manter os superfaturamentos nas obras astronômicas. O importante é manter o esquema.
Disse no começo do texto que as eleições são idiotas, mas na verdade elas são como uma radiografia. Se não forem corrompidas as urnas, elas só indicam que o povo não sabe votar e que por isso o voto deveria ser facultativo.
Tenho dito.
É muito engraçado perceber como o pensamento burguês predomina nesta cidade. É assim: tá bom pra um grupo, então fica do jeito que está, não se pensa em mudar, tem-se medo do diferente. O importante é eleger um engomadinho, cheiroso, que não faça feio representando a cidade, que tenha estudado muito, porque isso garante o status. Não quero dizer que não seja importante ter um líder que represente bem em todos os sentidos o grupo. Mas naão é só isso. É preciso pensar no coletivo e no enfraquecimento do corporativismo.
Não se pensa no coletivo. E pra quem não está bom: os habitantes da periferia, dos bairros violentos, as diaristas, os pedreiros, os motoristas, os professores do estado, as pessoas normais etc.? Não importa, eles que se virem. Eles também não sabem votar... Mas o voto é obrigatório.
Também não se pensa que a política não pode se estagnar nas mãoes dos mesmos grupos, sob o risco do império do corporativismo e da abertura para a corrupção. Nada disso importa. Pequenas vozes como "chega de catracas", "vamos abrir as caixas-pretas", "vamos proteger a natureza", soam ridículas. O importante é Ficar. Que é sinônimo de permanecer, manter, manter a estrutura atual, manter o nepotismo - apesar de ser crime - manter os superfaturamentos nas obras astronômicas. O importante é manter o esquema.
Disse no começo do texto que as eleições são idiotas, mas na verdade elas são como uma radiografia. Se não forem corrompidas as urnas, elas só indicam que o povo não sabe votar e que por isso o voto deveria ser facultativo.
Tenho dito.
A bússola econômica.
O mundo está girando mais rapidamente nestes dias. De repente o que a gente pensava que nunca ia acontecer, aconteceu. A crise atingiu os poderosos. A bússola mudou de direção. Nosso país, com tantos problemas internos, se conduziu numa política interna que o resguardou de uma recessão imediata. Não vou dizer que o mercado não vai se aproveitar de uma crise externa para impor uma situação de instabilidade interna. Mas acho que nós estamos numa condição privilegiada neste momento. Como disse uma amiga espanhola, quem já tá pobre não precisa se preocupar com a crise, ela vai atingir os grandes. A Europa já previa isso. Os Estados Unidos se preocupavam com outras questões. Índia, China e Brasil começam a ser citados entre as nações com estabilidade relativa. Interessante é que os três tem histórias parecidas de desigualdade social. Qual será o próximo passo? Podem não gostar do nosso presidente, achar que ele é um bunda-mole, vendido, mas ele tomou algumas medidas que nos fortaleceram para esta fase, ainda que foram tomadas sem prever isso, porque brasileiro só fecha a porta depois de roubado. Digamos que foi sorte. Não estou dizendo que não vamos sofrer cortes, mas temos reservas (207 bilhões de dólares), dizem os economistas. A dívida está controlada, mas não podemos nos descuidar. Eu gosto de estar viva num momento como este, porque pode ser a hora para se repensar a importância do dinheiro, do possuir, da ganância. E já que não era nascida em 29 - crise que também mudou a direção do mundo - vou ficar atenta para o agora.
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Frida Kahlo
"Aquí me pinté yo, Frida Kahlo, con la imagen del espejo. Tengo treinta y siete años y es el mes de julio de mil novecientos cuarenta y siete. En Coyoacán, México, lugar donde nací".
Sensação indescritível
Morri de medo, mas o medo faz bem, supera outros sentimentos talvez piores rs